Nas décadas de 1930 e 1940, o Brasil viveu a era de ouro dos cassinos. No auge, funcionavam mais de 70 casas de apostas no país --do Rio, capital da República, à minúscula São Lourenço, no sul de Minas Gerais. Nos salões, homens de terno e mulheres de longo apostavam dinheiro nas roletas e nas cartas de baralho.

Mas o fervilhante negócio dos cassinos ruiu repentinamente.  No dia 30 de abril de 1945, os jogos foram proibidos no Brasil. Decreto do presidente Eurico Gaspar Dutra, que estava no poder há apenas 100 dias, fechava os cassinos no Brasil.

A grande ironia é que ele fora eleito graças ao apoio de Getúlio Vargas, que havia liberado o cassino 12 anos antes. A crença era que ele teria atendido a pedido de sua esposa, dona Santinha, e ainda à influência do ministro da Justiça, Carlos Luz, e o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Jayme de Barros Câmara.

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Jogadores apostam num cassino do Rio: os jogos de azar tiveram vida curta no Brasil, permitidos entre 1920 e 1946

 

O fechamento dos 71 cassinos do Brasil deixou 60 mil desempregados, sem falar na frustração da classe artística. Os jogos que ocorriam nos cassinos atraíam a alta sociedade brasileira. Muitos dos artistas brasileiros da época haviam iniciado suas carreiras nos palcos dos cassinos.

Com informações da Rádio Nacional e da Agência Senado