No dia 17 de março de 1942, os primeiros judeus do Gueto de Levov foram assassinados no campo de extermínio de Belzec, na Polônia. Pode-se considerar ali o início do período mais brutal do Holocausto judeu na Europa.

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Holocausto é um termo que designava, originariamente, um rito religioso no qual a pessoa era queimada inteira. Do ponto de vista histórico, o termo foi utilizado para se referir à política de extermínio dos judeus, residentes na Europa, desenvolvida pela Alemanha nazista e posta em prática a partir dos anos 1930 até o fim da 2ª Guerra Mundial.

O regime nazista chega ao poder em 1933 e passou a pôr em prática políticas pautadas na ideia de superioridade da raça ariana. De imediato, os nazistas implementaram medidas contra as minorias étnicas residentes na Alemanha, e posteriormente nos países que foram conquistados por eles. O caso dos judeus foi notório. Considerados como não pertencentes à raça ariana, os judeus foram perseguidos, confinados e mortos em vastas campanhas por toda Alemanha, e posteriormente em outros territórios. Toda sociedade alemã se uniu de forma a retirar os judeus da vida econômica. Segundo o governo nazista, seriam os judeus os responsáveis pelas graves crises econômicas que assolavam a Alemanha desde o fim da 1ª Guerra Mundial.

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Cerca de arame farpado no campo de concentração de Auschwitz, em Oświęcim (Polônia)[/img]

O governo de Hitler implementou, sob o nome de ‘arianização’, a transferência contratual de empresas judias a proprietários alemães, bem como confiscou seus bens. A partir de então, queimaram sinagogas, fecharam todo o comércio pertencente aos judeus e deram início ao aprisionamento dos mesmos. Ao ter início a 2ª Guerra, o exército alemão, que ocupou a metade ocidental da Polônia, passou a perseguir os judeus poloneses de modo que estes foram obrigados a se transferir para guetos, que se assemelhavam aos campos de concentração.

Em junho de 1941, os exércitos alemães invadiram a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) realizando execuções em massa de judeus no território ocupado, quando não os transferiam aos campos europeus. Os campos de concentração foram, aos poucos, se tornando campos de extermínio. Nos campos de concentração foram instaladas câmaras de gás e crematórios, estes últimos tinham a finalidade de apagar os vestígios do extermínio. Os judeus que não foram aprisionados ou mortos foram deportados ou mesmo emigraram, gerando problemas de várias ordens para quem os recebia.

Houve diversos campos, sendo os mais conhecidos os campos de Auschwitz, Belzec, Kulmhof, Lublin, Sobibor e Treblinka, que, já em 1942, abrigavam quase toda população judaica europeia sob o domínio dos alemães. Os condenados eram levados aos campos de trem, sendo que muitos morriam sufocados na viagem. Ao terminar a guerra, milhões de judeus, eslavos, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, comunistas e pessoas pertencentes a outros grupos minoritários morreram em virtude do Holocausto. Em contrapartida, muitos dirigentes nazistas foram condenados, alguns executados, por um Tribunal Internacional de Crimes de Guerra, que abriu precedente para a discussão acerca dos crimes de guerra e da formação de um tribunal penal internacional permanente.