Na próxima terça-feira (15), muçulmanos ao redor do mundo celebram o mês sagrado do Ramadã. Segundo a tradição, Ramadã foi o mês em que o Alcorão, livro sagrado do Islamismo, foi revelado ao profeta Maomé.

São trinta dias nos quais, para pelo menos um bilhão de muçulmano em todo o planeta, a chegada do sol indica o momento em que se inicia o jejum. Já o pôr do sol marca o momento em que é permitido voltar a alimentar-se, geralmente iniciado com tâmaras, seguido de pratos feitos especialmente para a ocasião.

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Muslims prayer in mosque

Tradicionalmente, no Ramadã, são feitas duas refeições por dia: uma ao final do jejum diário, preferencialmente congregando com a família e amigos, e outra um pouco antes do início do jejum, de madrugada, para que se tenha energia para as tarefas diárias.

O Ramadã ocorre no nono do calendário lunar islâmico, que este ano acontecerá entre 15 de maio e 14 de junho.

Assim como outras datas religiosas islâmicas, o Ramadã depende do posicionamento da lua para ser definido, ou seja, o calendário islâmico é lunar e suas datas não caem sempre no mesmo dia no calendário gregoriano, mas, conforme a posição da lua no céu.

Orações e caridades

No Ramadã, as orações noturnas são intensificadas, bem como a leitura do Alcorão em mesquitas, porque a intenção é de que o jejum, as mudanças na rotina e os momentos de reza, reflexão e congregação possibilitem uma profunda purificação interna, bem como uma maior conscientização sobre as dificuldades humanas.

A fome que resulta do jejum tem, inclusive, a finalidade específica de aproximar os muçulmanos da realidade dos mais necessitados. Por isso, durante o Ramadã, são essenciais os atos de caridade e distribuição de comida aos mais pobres.