A contracepção hormonal é o método mais utilizado para a prevenção de gestações não planejadas, mas também pode ser indicado para tratamentos hormonais e até mesmo para fins estéticos. Os contraceptivos hormonais estão disponíveis em várias formulações e vias de administração, como oral, intramuscular, implantes subdérmicos, transdérmicos, vaginal e associado a sistema intrauterino, e atuam no bloqueio da ovulação.

Os contraceptivos orais são os mais utilizados pelas mulheres e são apresentados de duas maneiras: na forma combinada, a qual consiste na associação entre um estrogênio e um progestagênio ou pode ser de forma isolada, que contém apenas o componente progestagênio.

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A trombose venosa profunda (TVP) caracteriza-se pela formação de um coágulo no interior de uma veia

Apesar deste método trazer benefícios para a mulher, o seu uso prolongado e indiscriminado pode aumentar os riscos para o desenvolvimento de diversas doenças cardiovasculares, como por exemplo, trombose, acidente vascular encefálico e infarto do miocárdio.

A trombose consiste na formação de um trombo no interior dos vasos sanguíneos, ocasionando uma oclusão total ou parcial do vaso. No Brasil, pesquisas apontam que as doenças do sistema circulatório, incluindo a trombose, estão em terceiro lugar em questão de incidência e cerca de 170 mil pessoas sofrem com o tromboembolismo.

Os trombos podem ocorrer tanto nas veias como nas artérias, porém as tromboses venosas são mais frequentes, além disso, acometem de 80 a 95% os membros inferiores.

Além do uso de contraceptivos hormonais, outros fatores podem favorecer a ocorrência de trombose venosa, como, idade avançada, imobilização prolongada dos membros, pacientes submetidos a traumas, obesidade, falência cardíaca, varizes, predisposição genética, tabagismo, fase final da gestação e puerpério e dentre outros.

Por isso, é de extrema importância que essas informações a respeito dessa temática sejam disponibilizadas a população no intuito de minimizar os efeitos colaterais dos contraceptivos hormonais, além de ressaltar a necessidade do acompanhamento médico.

Orientadoras: Profa. Dra. Daniela Ortolani e Profa. Ms. Katucha Rocha