O estresse foi definido pela primeira vez por Hans Selye, em 1936, como sendo uma reação inespecífica do organismo frente a estímulos que ameaçam a homeostase. Os agentes estressores desencadeiam uma resposta de estresse chamada de “Síndrome Geral da Adaptação”.

Esta síndrome é dividida em três fases: a primeira, é a reação de alarme, caracterizada pelo primeiro contato do organismo com o agente estressor; a segunda, é a fase de resistência, onde o organismo tenta se adaptar ao agente estressor; e a terceira, é a fase de exaustão, onde os estímulos estressores tornam-se crônicos e podem surgir as doenças relacionadas ao estresse.

A resposta de estresse compreende aspectos cognitivos (avaliação inicial), comportamentais (comportamento de luta, fuga ou passividade) e fisiológicos (reações de defesa em resposta) buscando proporcionar uma melhor percepção da situação e possibilitando a busca de soluções selecionando comportamentos adequados e preparando o organismo para agir de maneira rápida e eficiente.

Sair de uma zona de conforto e ingressar numa faculdade, para a grande maioria dos estudantes resulta em problemas psicossociais tais como: ansiedade, depressão, entre outros, refletindo negativamente para o ensino e para o próprio acadêmico.

Realizamos um trabalho na Unimonte com o objetivo de avaliar o nível de estresse dos estudantes universitários dos cursos de biomedicina, enfermagem e medicina veterinária. Coletamos alguns dados sobre a vida pessoal, acadêmica e a prática de estágio através de um questionário validado cientificamente.

Observamos que os estudantes do curso de medicina veterinária apresentam um nível maior de estresse seguidos pelos estudantes dos cursos de enfermagem e biomedicina. O desenvolvimento deste trabalho possibilitou uma análise dos níveis de estresse dos estudantes universitários da área da saúde da Unimonte, onde medidas terapêuticas para se controlar o estresse poderão ser tomadas.

Orientadora: Profa. Dra. Daniela Ortolani