Quer conhecer os aspectos de um espaço maker? Descubra um pouco mais sobre este espaço e em que movimento contemporâneo ele se insere.

Opensource, g-code, lasercut, 3D printer, potência e velocidade do laser, open day, espessura do filamento... Todas estas expressões podem parecer futuristas ou de uma área tecnológica muito específica e distante de nosso dia a dia. Engano seu! Todos estes recursos são expressões comuns em maker spaces.

Créditos: Arquivo pessoal

Muitas faculdades e escolas têm se deslumbrado com as possibilidades pedagógicas que os espaços makers têm proporcionado

Você já visitou um espaço destes? Eles estão cada vez mais próximos! Que tal experimentar? Permita-se ser surpreendido e fazer parte de uma comunidade que cresce cada vez mais colaborando entre si.

Muitas faculdades, e também escolas de todos os níveis de ensino, têm se deslumbrado com as possibilidades pedagógicas que os espaços makers têm proporcionado a serviço das aprendizagens.

Espaços makers são locais que apoiam e favorecem os conceitos da fabricação digital. São espaços de mão na massa, do faça você mesmo, do construir e compartilhar colaborativamente a partir de projetos com apoio de recursos digitais. O nome Fab Lab também é utilizado, mas há algumas diferenças e vínculos específicos com MIT (Massachusetts Institute of Technology) para que um maker space seja um Fab Lab.

O mais interessante e, que tem deslumbrado e ampliado possibilidades para a atuação de pedagogos, fisioterapeutas, designers e alunos de muitos cursos é a possibilidade de máquinas de prototipação rápida contribuírem com processo de criação de projetos das mais diferentes áreas do conhecimento. Da pedagogia a biomedicina. Da gastronomia a engenharia de produção.

Créditos: Arquivo pessoal

 

Vale lembrar que as ações praticadas em um espaço maker, ideologicamente, seguem os princípios do Manifesto Maker, que foi criado pela própria comunidade maker no intuito de consolidar e divulgar as boas práticas desta filosofia que como você já observou é bastante prática e democrática. Os nove princípios são:

  1. Faça: Temos que fazer, criar e expressar nós mesmos para nos sentirmos mais completos e felizes;
  2. Compartilhe: Você não pode fazer e não compartilhar. Fica sem graça e sem sentido!
  3. Presenteie: Há poucas coisas mais desprendidas e prazerosas do que presentear com coisas que você mesmo fez!
  4. Aprenda: Construir um caminho de aprendizagem ao longo da sua vida garante uma existência produtiva e feliz.
  5. Equipe-se: Acesse ferramentas e processos adequados a seus projetos.
  6. Divirta-se: A vida já é muita chata para não experimentar alegremente esta filosofia de fazer.
  7. Participe: Junte-se ao movimento maker. Divulgue e comente sobre este artigo, por exemplo.
  8. Apoie: Este é um movimento que exige apoio emocional, intelectual, financeiro, político e institucional.
  9. Mude: Aprenda a aceitar as mudanças que naturalmente vão ocorrer enquanto você avançar nesta missão

Permita-se errar: A única coisa que exige sua perfeição é a sua segurança é a sua segurança e dos demais a sua volta.

Agora que você já conhece um pouco deste espaço que tal procurar o maker space mais próximo de você! Além de muitas faculdades oferecerem um open day --um dia aberto a comunidade para desenvolver seus próprios projetos--, a Prefeitura de São Paulo, desde 2015, saiu na frente com estratégia de política pública e criou os Fab Labs Livres, sem contar com uma grande quantidade de espaços privados em várias cidades do Brasil. Vamos nos divertir, fazer e compartilhar? Apoie!

Nos links a seguir você pode encontrar uma lista de maker spaces mais perto de você: fablablivresp.art.br/onde-tem e www.fablabs.io/labs?country=br.

Renato Frosch é pesquisador e entusiasta da filosofia maker e professor nos cursos de Pedagogia, Engenharia e Arquitetura da Unimonte.