Por Eduardo Dias

Ícone musical do Jazz e do Soul, Amy Jade Winehouse nasceu em 14 de setembro de 1983, em uma área suburbana de Southgate, bairro de Londres, numa família judia de quatro pessoas e de tradição musical ligada ao jazz.

Com o costume de cantar clássicos de Frank Sinatra com o seu pai, a paixão pela música se tornava cada vez mais evidente. No início de sua adolescência, acompanhava o irmão na guitarra e já exibia os primeiros trejeitos de uma personalidade forte e inquieta, causada principalmente pela separação dos pais quando tinha nove anos. Colocou piercing no nariz, tatuou o corpo e finalmente foi expulsa da Sylvia Young Theatre School, onde estudava. Passou a frequentar outra escola, mas dois anos depois mergulhou na carreira artística. Apresentava-se em diversos clubes, chegando a gravar algumas demos com a ajuda de Tyler James, um amigo cantor.

Créditos: Divulgação

A cantora britânica Amy Winehouse , que morreu aos 27 anos em 2011

James enviou as demos ao diretor da Island Records e causou uma grande curiosidade a quem ouvia aquele poderoso vocal, “Quem era aquela garota com voz de jazz e blues”. Logo após alguns testes, Amy assinou com a gravadora e passou a produzir um material musical.

O álbum de estreia “Frank”, em 2003, mostrou aos críticos que uma nova diva parecia despontar na música. Todas as letras foram escritas por ela e marcadas por voz e estilo que impressionaram o público britânico.

Em 2006, seu segundo álbum, “Back to Black”, tornaria a cantora famosa mundialmente. Também tornaria público o seu problema com drogas, expresso na música “Rehab”, um verdadeiro sucesso nas paradas pop dos Estados Unidos. Pelo trabalho, foi a primeira britânica a ganhar cinco Grammy Awards, em 2008, na mesma noite.

O seu relacionamento doentio com o produtor musical Blake Field e os seus problemas mais sérios com drogas impediram Amy de prosseguir normalmente com a carreira. Apresentações desastrosas no palco, uma voz completamente diferente do que o público havia conhecido e uma postura autodestrutiva impediram que o terceiro álbum fosse produzido. Os próprios executivos da gravadora que representava a cantora não aceitaram suas novas canções. Aparentemente recuperada, Amy prometia um novo álbum para 2011. Mas o CD não saiu. A cantora foi encontrada morta em sua casa em Londres, em 23 de julho de 2011, causada por consumo abusivo de álcool após um período de abstinência.

Amy Winehouse morreu na idade maldita que muitos roqueiros não superam --os 27 anos, como Janis Joplin, Jimmy Hendrix e Jim Morrison-- e depois de quase quatro anos de sua morte, seu nome regressou às notícias mundiais com a iminente estreia em Cannes do seu emocionante documentário AMY, dirigido pelo britânico Asif Kapadia. Vale a pena conferir.

Com informações da revista Gente