Em setembro de 1987, Goiânia foi vítima do maior acidente radioativo do mundo fora das usinas nucleares e o maior do Brasil. O desastre ocorreu devido a exposição das pessoas ao Césio-137, elemento químico que estava presente dentro de uma cápsula.

Uma cápsula encontrada por dois catadores de lixo, em um hospital abandonado no centro de Goiânia, foi o que ocasionou a morte de 137 pessoas. O objeto fazia parte de uma máquina radioterápica, que não devia estar no local. Por ser um cilindro grande, os catadores acreditaram que iriam ter algum lucro com o material, então, retiraram todas as partes que os interessavam e o que sobrou, venderam a um ferro velho.

Créditos: MapensStudio/iStock

Vector illustration of radiation sign.

O dono do estabelecimento, percebeu que ao cair da noite, o pó branco, muito parecido com o sal de cozinha, que estava dentro do objeto, reluzia. Com a falta de informação e a excesso de curiosidade, começou a mostrar aos seus familiares, amigos e vizinhos, fazendo com que a radioatividade existente se alastrasse pela cidade.

Foram quatro dias com pessoas se expondo ao radioativo e apresentando sintomas em poucas horas. Somente em 29 de setembro de 1987, que a esposa do dono do ferro-velho, levou partes da máquina à sede da Vigilância Sanitária, sendo possível identificar os sintomas como sendo contaminação radioativa.

Após identificarem que a contaminação era radioativa, devido a exposição ao césio-137, separaram as pessoas das roupas e lavaram-nas com água e sabão e deram um quelante denominado de “azul da Prússia”, que fez com o que o Césio saísse pela urina e fezes. 6 mil toneladas foi a quantidade de material contaminado retirado dos locais atingidos.